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Entrevistas:

Título: Entrevista a Bi Lesa no programa radiofónico Tuba Rai Metin - Parte I

  • Legenda: Nascida em 1965, estudou até 3ª classe. Durante a invasão fugiu para o mato e fez parte da OPMT. Mataram o seu pai no mato. Esteve com os comandantes Kalisa e Ologari. Em 1983 casou com Adjunto Kibi. Trabalhou com Taur Matan Ruak, em 1986. Teve um filho e deixou-o ao cuidado do Orfanato de Venilale, então sob a orientação do padre Locatelli, tal como eram levadas a fazer as guerrilheiras que estavam no mato. Primeiro como Delegada, depois como Assistente, participou no programa de politização. Em 1990 esteve com Mau Kalo, na zona de Soibada, e posteriormente com Lú Olo. Em 1994 encontrou toda a família. Refere as dificuldades com roupas, medicamentos e outros bens de primeira necessidade. Morreram vários homens do comandante Kalisa. Narra as festas realizadas no mato, especialmente o 20 de Agosto, (Contra-golpe da FRETILIN, que assume o controlo da situação na generalidade do território. Nascem as FALINTIL, braço armado da FRETILIN). Refere-se à operação de Aitana, onde o inimigo capturou mulheres grávidas cometendo as maiores atrocidades. Quando se deslocou para Oeste constatou a dureza das condições de vida, não havia alimentos, medicamentos nem outros bens de primeira necessidade.
  • data: 2002
  • local: Timor Leste
  • duração: 4:22:00
  • fundo: DRT - Documentos Resistência Timorense/Tuba Rai Metin/USAID
  • Pasta: 08023.124


Título: Entrevista a Bi Lesa no programa radiofónico Tuba Rai Metin - Parte II

  • Legenda: Nascida em 1965, estudou até 3ª classe. Durante a invasão fugiu para o mato e fez parte da OPMT. Mataram o seu pai no mato. Esteve com os comandantes Kalisa e Ologari. Em 1983 casou com Adjunto Kibi. Trabalhou com Taur Matan Ruak, em 1986. Teve um filho e deixou-o ao cuidado do Orfanato de Venilale, então sob a orientação do padre Locatelli, tal como eram levadas a fazer as guerrilheiras que estavam no mato. Primeiro como Delegada, depois como Assistente, participou no programa de politização. Em 1990 esteve com Mau Kalo, na zona de Soibada, e posteriormente com Lú Olo. Em 1994 encontrou toda a família. Refere as dificuldades com roupas, medicamentos e outros bens de primeira necessidade. Morreram vários homens do comandante Kalisa. Narra as festas realizadas no mato, especialmente o 20 de Agosto, (Contra-golpe da FRETILIN, que assume o controlo da situação na generalidade do território. Nascem as FALINTIL, braço armado da FRETILIN). Refere-se à operação de Aitana, onde o inimigo capturou mulheres grávidas cometendo as maiores atrocidades. Quando se deslocou para Oeste constatou a dureza das condições de vida, não havia alimentos, medicamentos nem outros bens de primeira necessidade.
  • data: 2002
  • local: Timor Leste
  • duração: 45:30
  • fundo: DRT - Documentos Resistência Timorense/Tuba Rai Metin/USAID
  • Pasta: 08023.125


Título: Entrevista a Caetano Lopes Ximenes no programa radiofónico Tuba Rai Metin

  • Legenda: Nascido em 1951 em Tutuala, a mulher, Isabel Trindade, é natural de Ermera. Fez a tropa em Ermera, em 1971. Participou num encontro com Rogério Lobato, no contra-golpe, que teve lugar em Ermera. Infiltração de indonésios em Ai Fu, capturaram espingardas. Soube da invasão de Díli. O inimigo entra em Letefoho em 1976. Fugiu para o mato, rendição em 1979 com Filomeno Paixão, em Fatu-Besi. Foi trabalhar para a igreja como catequista. Em 1991, o Padre Mário pediu-lhe que arranjasse um lugar para esconder Xanana; sugeriu dois lugares: Rotutu e Ramehei. Foi capturado nessa data. Construiu um abrigo subterrâneo em sua casa, em Mirtuto, Ermera, onde se estabeleceu o Comando da Luta, sob a liderança de Konis Santana, Secretariado por Somotxo. É aí que Konis vem a morrer, em 11 de Março de 1998.
  • data: 2002
  • local: Timor Leste
  • duração: 4:24:00
  • fundo: DRT - Documentos Resistência Timorense/Tuba Rai Metin/USAID
  • Pasta: 08023.042


Título: Entrevista a Caetano de Sousa Guterres no programa radiofónico Tuba Rai Metin

  • Legenda: Durante a administração colonial era responsável pelo armamento no Quartel-General. Simpatiza com a FRETILIN. Trabalhou de perto com Tera Mau Bulak. Durante o golpe da UDT aproximou-se do Rogério Lobato, conversando para resolver a situação. Nascido de família pobre, esforçou-se para ir à escola. Explica como foi , durante o contra-golpe, o ataque a Palapaço. Na invasão conduziu um carro até Baguia. Na Base Apoio em Matebian fala com Xanana Gusmão sobre a situação, após a estratégia da rendição. Mandou a família descer à vila, depois ele próprio desceu. Após a Queda das Base de Apoio fez trabalhos com um estafeta, para, através do Padre Felgueiras, entregar documentos a D. Martinho da Costa Lopes. Refere o papel crucial que D. Martinho da Costa Lopes assumiu na criação da rede clandestina. Foi capturado, com Cosme Cabral, em Baukau, em 1983.
  • data: 2002
  • local: Timor Leste
  • duração: 4:20:30
  • fundo: DRT - Documentos Resistência Timorense/Tuba Rai Metin/USAID
  • Pasta: 08023.102


Título: Entrevista a Dulce Vitor e Maria da Silva no programa radiofónico Tuba Rai Metin

  • Legenda: Dulce Vitor: Entrou para a OPMT (Organização Popular da Mulher Timor) em Baukau, aquando da criação dos partidos políticos em Timor-Leste. Soube da invasão através da rádio. Diz que os líderes da FRETILIN capturados pelo inimigo ficavam presos no Hotel Flamboyan. O pai esteve preso três semanas. Viu sete pessoas morrerem na cadeia de Baukau e as FALINTIL ripostarem ao inimigo. Traça um retrato da vida no mato e explica a sua adesão ao núcleo da OPMT. Viu a FRETILIN capturar 5 elementos do TNI. A situação crítica no mato leva a que se renda com a família. É presa em Baukau, juntamente com Bi Lear e a filha Abi. Os TNI não deixavam Bi Lear ver a filha, mudaram o nome da filha, mais a Abi não aceitou. Souberam que Bi Lear foi morta. Como saiu da cadeia. Depois, foi ensinar para uma escola da Missão de Manatuto, houve um assalto da TNI. Pressão por não ter retirado a bandeira Mera Putih da escola. Activista da rede clandestina em 1995. Escondendo o marido. Trabalha no ETADEP. Com o cargo de sub-secretário da Região Autónoma. Fazia recolhas e enviava as coisas para o manto. Entrada da UNAMET: o marido trabalha com eles. Resultado das votações: foge para Baucau, o marido foge com a UNAMETpara a Austrália. A INTERFET entra em Baukau. Participou no primeiro encontro com Xanana Gusmão em Remexio. Reflexão sobre a luta, reconhecimento do sofrimento. Maria da Silva: Nascida em Díli. No dia invasão estava em Audi’an, Díli. Viu muita gente morrer. Em 1976 trabalhava na rede clandestina com Maria Goreti, através da estafeta Martinha Kakorok Boot, natural de Ermera. Foi detida e presa. Narra o sofrimento das pessoas; viu muitas mortes. Esteve presa com muitas mulheres: Elda Saldanha, Maria Alves, Maria Montalvão. Presas juntamente com as crianças com quem viviam, como a criança Miza Alves. Ajuda da igreja, defendendo-as. As mulheres são violadas dentro da cadeia. Obrigadas a dormirem com elementos dos TNI; ela saiu com um filho. Depois de ter sido libertada, foi de novo detida por causa do assalto de Marabia. Finge namorar com o inimigo a fim de obter informações. Contactando Matan Ruak, envia coisas para o mato até 1999. Elementos da polícia, tropa, funcionários ajudam-na a implementar a rede clandestina. Depois das votações ficou em casa. Reflexão sobre como cuidar e reconhecer os ex-presos.
  • data: 2002
  • local: Timor Leste
  • duração: 2:40:30
  • fundo: DRT - Documentos Resistência Timorense/Tuba Rai Metin/USAID
  • Pasta: 08023.112


Título: Entrevista a Eduardo de Deus Barreto no programa radiofónico Tuba Rai Metin

  • Legenda: Nascido em 1951, tirou 4ª classe em Maliana. Foi professor do Posto Escolar em Atsabe. Entrou para a tropa em 1975. Durante o golpe e contra-golpe comandava um pelotão na Fronteira. Aquando da invasão de Timor-Leste pelas forças indonésias, estava em Komoro; participou numa batalha durante 12 horas. Acompanhava então o comandante Lemos. Surge um conflito na Fronteira Norte entre militares e quadros civis; liderados, respectivamente, pelo comandante do Sector, Filomeno Paixão e o Comissário Político Hélio Pina, sendo a rendição o ponto de discórdia. Apontou a espingarda a Filomeno Paixão; são cercados pelo inimigo e capturados. Só o Ernesto Dudu escapou, porque tinha saído para patrulhar a zona. Levantamento de Marabia (estação da rádio, Díli): o inimigo perseguia-os sem descanso; Pedro Lemos desapareceu, muitos populares foram levados para a ilha de Ataúro. Entre 1983 e 1984 trabalhou no Hospital Militar em Dili. Organizou a rede clandestina em Jakarta. Relação com Constâncio Pinto, Gregório Saldanha, entre outros. Em 1987 recebe uma mensagem de Xanana Gusmão, ficando a saber que se tinha movimentado para Matebian, através de um companheiro de nome Run Batar. Em 1991, encontra-se com Xanana Gusmão, em Dili, em casa do Padre Mário Belo. Transportou Xanana desde a casa da Aliança Araújo, o seu abrigo clandestino em Dili, para casa do Padre Mário, e depois para Ermera. A 7 de Dezembro de 1993 recebe uma carta de Konis Santana. Faz então os preparativos para o encontro entre Konis Santana e o jornalista Max Stahl. Trabalhou com o Padre Maubere, na mudança da estrutura da Luta, de CNRM para CNRT. Foi capturado em 1999, num ataque das milícias, e preso pelo inimigo. Foi libertado antes da votação para o Referendo. Os estudantes na manifestação em Ermera. Surgiu o grupo Nata Mera. Agora trabalha na Comissão da Verdade, Recepção e Reconciliação junto da fronteira.
  • data: 2002
  • local: Timor Leste
  • duração: 3:33:00
  • fundo: DRT - Documentos Resistência Timorense/Tuba Rai Metin/USAID
  • Pasta: 08023.045


Título: Entrevista a Ernestu Dudu no programa radiofónico Tuba Rai Metin

  • Legenda: Nasceu em Hatulia. Trabalhou como capataz de café na SAPT, Sociedade Agrícola Pátria e Trabalho. Foi delegado da FRETILIN e Comandante de Secção das milícias durante o contra-golpe, tendo também sido comandante da companhia em 1977. Recebeu ordens do comandante do Sector Fronteira Norte, Filomeno Paixão. Explica como Filomeno Paixão se rendeu ao inimigo; apresenta a sua visão das divergências entre Hélio Pina e Filomeno Paixão e as razões deste conflito. A APODETI assalta Atsabe no golpe de 1975, tendo morrido 16 combatentes da FRETILIN. Infiltração indonésia durante o contra-golpe. Reestruturação da Luta: trocam militares de idade por jovens e a consequência foi um fracasso militar, muitos guerrilheiros morreram, e também população. Doença, fome, miséria. Avião militar indonésio lança bombas, ataques sucessivos; a água fica contaminada. Explica a utilização de plantas tradicionais para tratar as pessoas. Ficou paralizado, num sonho viu o remédio para a cura. Reúne elementos das FALINTIL, dos grupo linguísticos mambae, kemak e tétun; recorrendo a esta última para unir os guerrilheiros. Aquando da morte de Nicolau Lobato as FALINTIL ficaram desmoralizadas, tendo-se verificado rendições em massa. Reacção contra o Filomeno Paixão; Dudo resiste, isolado, até 1982, apenas com 2 espingardas Refere os efeitos da utilização dos amuletos e das “bolsas”. É obrigado à rendição em 1982 por falta de ligação. Contacto com a vila dá confiança para sua segurança, rendição com 16 pessoas, 2 espingardas. O Padre de Ermera levou-o para se encontrar com D. Martinho; ganham coragem para continuar a luta, apesar do isolamento. Foi a Korem, Jakarta; o inimigo queria obrigá-lo a ir à Ponta Leste para se encontrar com Xanana, o que recusou. Em 1991 conseguiu, finalmente, ligação com Xanana, quando este decide reorganizar a Luta na Fronteira e se desloca a sua casa em Ermera. Explica como escondia Xanana. Xanana entregou-lhe 2 facas e uma arma para resistir. Sai da vila, com 40 pessoas, e vai de novo para o mato. Explica como Xanana entrou em Ermera, em 1991, quando procedeu à reorganização da Luta na Fronteira. Entra em Ermera através do Padre Mario Belo e de Dusai. Com a subida de Dudo e dos seus homens para a montanha, a população da zona ganha alento e coragem para continuar a luta contra o inimigo, apoiando os guerrilheiros com mantimentos, vestuário, medicamentos e ligações. Quando Konis Santana entra em Ermera, a rede clandestina estava, assim, já organizada. Quando Dudo saiu para o mato, o inimigo matou o seu irmão a tiro. O Massacre de Santa Cruz, a 12 de Novembro de 1992, leva a que muitos jovens saiam para o mato, provocando a destruição das redes clandestinas e um rude golpe na Resistência Juvenil. Até à data da morte de Konis Santana, a 11 de Março de 1998 fazia parte do seu grupo de segurança.. Alude ao carácter do Chefe do Conselho Executivo da Luta/Frente Armada-CEL/FA, e à doença que há anos o apoquentava. Foi a Aileu depois das votações de 1999. Fala do apoio do FRAP (Programa de Assistência e Reinserção das FALINTIL).
  • data: 2002
  • local: Timor Leste
  • duração: 3:25:30
  • fundo: DRT - Documentos Resistência Timorense/Tuba Rai Metin/USAID
  • Pasta: 08023.044


Título: Entrevista a Falur Rate Laek no programa radiofónico Tuba Rai Metin

  • Legenda: Antes da guerra estava a estudar para ser professor. Nas aulas discutiam o colonialismo com o professor. Esteve na escola militar em Ossu. Encontrou-se com Kilik, onde liam sobre o 25 de Abril de 1974, ali encontrando motivação para ser um revolucionário. Os pais são da UDT. Em Díli organiza os trabalhadores; tentam capturá-lo, consegue fugir, chamam-lhe comunista. Foi preso em Ossu. Durante o contra-golpe recebeu uma arma. Estava doente e permaneceu em Ossu; foi eleito delegado da FRETILIN. Explica como foi para o Centro-Leste e o encontro com Sahe. Diz que se encontrou-se com Xavier Amaral quando este já estava preso, referindo o seu desacordo aos maus-tratos infligidos aos preso. Houve problemas de alimentação; discutia com elementos do Comité Central da FRETILIN. Refere as Operações de Aniquilamento do inimigo; Mau Barani enfrenta um Batalhão inteiro. Recorda o primeiro assalto, o medo, e o treino para lançar granadas. Rendição em 1979, entra para a Hansip (Timorenses Armados e treinados por Jakarta) e Intel. Explica como foi o tiroteio com as FALINTIL, para que os indonésios pudessem acreditar nele e como enganou o inimigo. Em 1982 os indonésios castigavam-no porque desconfiam dele. Lu Olo dá a conhecer o Levantamento Nacional de 1983. Em Krarás, não andou aos tiros com os indonésios. Saiu sozinho. Foram capturadas a irmã e a mãe, e torturadas. O comandante Rairian consolava-a, não podem encontrar-se, há represálias. Refere a solidariedade no mato, entre as FALINTIL, as necessidades de alimentação, roupa, medicamentos, o sagrado e o início da rede clandestina. Como o sagrado e os medicamentos curam algumas pessoas na guerra. Explica como se processavam a comunicação entre a luta armada e a frente clandestina; os estratagemas que usavam para fazer chegar a correspondência; muitas mortes por demasiada auto-confiança. Explica como usavam a “Caixa” (local onde responsáveis da rede clandestina recebiam e distribuíam a correspondência). Salienta o papel central que as mulheres tinham para contactos com na vila. Faz um resumo da estrutura das Regiões. Explica como era o aspecto lúdico da vida no mato: os divertimentos, jogos; como produzir víveres sem ser detectado pelo inimigo. Sustenta que em 1987 a situação era muito crítica. Explica as posições das FALINTIL em 1999.
  • data: 2002
  • local: Timor Leste
  • duração: 2:40:04
  • fundo: DRT - Documentos Resistência Timorense/Tuba Rai Metin/USAID
  • Pasta: 08023.072


Título: Entrevista a Fernando 'Lasama' de Araújo no programa radiofónico Tuba Rai Metin

  • Legenda: Nasceu em Ainaro em 1963. Estudou até 1975. Em 1985 foi estudar para Bali, ingressando na Universidade. De fácil eloquência, a 20 de Julho em 1988, juntamente com 10 companheiros cria a RENETIL, Foi eleito secretário-geral. Explica a ideologia e objectivos da RENETIL. Em 1991 regressa a Timor para se encontrar com Xanana Gusmão. Em 1990, com Lukas, Constâncio Pinto, e outros companheiros de luta, levam a cabo a operação ‘Tuba Rai Metin’: organizam o encontro entre o jornalista Robert Domm e Xanana. Gusmão. Participa na manifestação de 12 de Novembro de 1991; fala da brutalidade das forças inimigas sobre os jovens. Gravemente ferido, foi levado para o hospital, estava totalmente ensanguentado. Fala do seu julgamento em Dili; condenado, cumprir pena na a cadeia de Cipinang. Explica como foi o encontro com Xanana Gusmão na cadeia; ainda que preso continuava a estabelecer contactos para solidificar a rede clandestina. Em 1999 sai da cadeia e vai para a Japão.
  • data: 2002
  • local: Timor Leste
  • duração: 1:49:30
  • fundo: DRT - Documentos Resistência Timorense/Tuba Rai Metin/USAID
  • Pasta: 08023.097


Título: Entrevista a L7 no programa radiofónico Tuba Rai Metin

  • Legenda: Descreve factos a que assistiu durante a invasão de Timor-Leste pelas forças indonésias; alude à Base de Apoio em Matebian e à reorganização da Luta feita por Xanana Gusmão. Refere problemas com o comandante Kilik e com Mauk Moruk, e do facto de, em 1986, Xanana Gusmão o ter voltado a contactar. Refere a captura de Ma’ Hunu e a rendição de Mau Hodu; a criação da Sagrada Família e a criação do CNRT. Fala do acantonamento de Aileu, problemas que surgiram e do seu regresso a Laga. Em 1974, aquando da criação dos partidos em Timor-Leste, encontrava-se em Oecussi a prestar o serviço militar. De regresso a Laga, foi detido pela UDT. Foi a Uatolari, estudou política. Em 1978 a Base de Apoio foi desmantelada, desconfiaram dele, Sahe resolveu a diferendo. Emoção e frustração quando os indonésios mataram a família. Questões sobre as dificuldades no mato; desde alimentação, segurança, disciplina, autocrítica. Refere a detenção do Xavier Amaral. Fala sobre a Conferência de Lalini em 1981, aquando da criação do Partido Marxista-Leninista (PML). Dá o seu ponto de vista acerca da derrota do PML. Referência à rendição de Oligari e à desconfiança acerca de Kilik e Mauk Moruk; assaltos na década de 1980; derrotas e sucessos. Assalto a Soibada, o Meno Lopes foi morto. Detalhes sobre a criação da Sagrada Família. Assalto a Alas. Explica como uma bomba lhe feriu a mão ao tentar detoná-la.
  • data: 2002
  • local: Timor Leste
  • duração: 4:29:57
  • fundo: DRT - Documentos Resistência Timorense/Tuba Rai Metin/USAID
  • Pasta: 08023.067


Título: Entrevista a Lu Olo no programa radiofónico Tuba Rai Metin

  • Legenda: Nasceu em Osu, em 1954. O pai contava histórias da guerra japonesa. Estudou na sua terra natal até à 4ª classe. Adquiriu livros sobre Cuba e sobre os Movimentos de Libertação Africana. Simpatiza com a FRETILIN, passando a ser militante activista. Muitos acusam-no de comunista. D. Martinho da Costa Lopes pediu-lhe que ensinasse em Osu. Durante o Golpe da UDT foge para Díli. Presenciou a invasão. Fugiu com Olo Kasa para Ponta Leste, eleito vice-secretário de Osu, Mau Hodu para Secretário. Delegado do Comissariado da Ponta Leste. Em 1979 a Base foi desmantelada, no entanto conseguiu sair com Olo Kasa e Serakey. Ainda nesse ano, procurou a Direcção da Luta e encontra-se com Hermenegildo Alves. Esperou por orientações, que nunca recebeu. Em 1980 soube que Xanana Gusmão estava vivo. Refere-se à Reorganização Nacional. Diz que não participou na Conferência Nacional em 1981. Foi Adjunto do Centro-Leste. Fala do Levantamento Nacional, Krarás, em 1983. Em 1987 foi Adjunto do Centro-Leste. Trabalhou com Konis Santana até 1992, e após a sua morte assumiu a liderança da Comissão Directiva da FRETILIN. Opôs-se à linha do partido que defendia a transferência da liderança para o exterior. Referência à Conferencia de Sydney, em 1998. Sustenta que a criação do Partido Marxista-Leninista, aceite pela maioria, foi como que uma homenagem aos líderes tombados em combate. Aborda o conflito que surgiu em 1984, envolvendo Kilik, Mauk Moruk, Oka e Ologari. Diz que pretendiam criar um outro Comité Central. Entende que a situação nada ajudou a democracia. Veio a assumir o comando da 3ª companhia, perto de Ologari. Aborda o cessar-fogo e Karás; e a criação da Brigada Vermelha, com Ologari e Mauk Moruk. Afirma que, à data, entre Xanana Gusmão e Kilik reina divergência a política, no entanto, a nível particular mantêm uma boa relação. Referindo-se à rede clandestina, diz que se vai desenvolvendo lentamente, tal como sucedeu durante o período das Bases de Apoio. Faz uma abordagem à Direcção de CNRM; contra-guerrilha, repovoamento, estratégia territorial e Transmigração. Explica a necessidade duma política de Unidade Nacional, referindo-se ao papel da Igreja no processo. Permaneceu em Salau, Soibada, durante 10 anos. Lamenta a situação daqueles que contribuíram para a luta - Guilherme, Bi Barani, Lalatak, Mau Gadi; foram detidas as famílias que os escondiam e ainda assim não revelaram nomes ao inimigo. Destaca o valor das populações de Soibada, e de todos os timorenses: presta-lhes homenagem em nome do sacrifício e da coragem ao longo dos anos de luta. Enfrentaram a chuva, o vento, os relâmpagos. Sustenta que a constituição é algo vazio para todos estes.
  • data: 2002
  • local: Timor Leste
  • duração: 2:04:00
  • fundo: DRT - Documentos Resistência Timorense/Tuba Rai Metin/USAID
  • Pasta: 08023.137


Título: Entrevista a Mau Buti no programa radiofónico Tuba Rai Metin

  • Legenda: Entrou para a escola na década de 1960-70 quando já era crescido. Aquando da invasão recebeu uma arma e foi para fronteira. Dá a sua perspectiva pessoal da invasão indonésia e explica como era a situação na Base de Apoio. Foi capturado em 1979. Fala do seu envolvimento na criação da rede clandestina em Vikeke. Acompanhou o processo de criação do Partido Marxista-Leninista e do CRRN. Os assistentes e responsáveis máximos da FRETILIN propõem criar o Mudança de PML-F, novo retrocesso. Conflito entre os líderes e os “pequenos” observam. Refere também da forma de estabelecimento de contactos com outros elementos noutras localidades: as cartas passam pelas vilas e hortas; o conflito Mauk Moruk. É o adjunto Solep quem lhe explica o que é CNRM. Fala da despartidarização das FALINTIL, que deixam de ser o braço armado da FRETILIN. Na sua versão “todos podem entrar nas FALINTIL”. Ele próprio, afirma, não era da FRETILIN. Aprendeu planos de assalto com Lere Anan Timor, tendo participado nos de Nahareka e Bulai em 1995. Referência aos planos para ir ao encontro de padres e freiras, designadamente do Padre Domingos, recebendo dele medicamentos. Sabem do acordo de 5 de Maio, alegram-se. É nomeado 2º Comandante. Votação em Uaimori; exultação de alegria, alguns guerrilheiros disparavam rajadas para o ar.
  • data: 2002
  • local: Timor Leste
  • duração: 4:07:00
  • fundo: DRT - Documentos Resistência Timorense/Tuba Rai Metin/USAID
  • Pasta: 08023.070


Título: Entrevista a Milena Pires no programa radiofónico Tuba Rai Metin

  • Legenda: De barco, saiu de Timor para a Austrália em 1975, ainda pequena. Fala das dificuldades da comunidade timorenses em se integrar na sociedade australiana Estudou até Universidade. Aproveita ocasiões de espectáculos públicos para falar de Timor e sua cultura. Participa em actividades da UDT em Sydney. Casada, acompanhou o marido, Zacarias, até Bruxelas. Participa no encontro da Comissão dos Direitos Humanos. O massacre de Santa Cruz, 12 de Novembro de 1991, motiva os refugiados a participarem activamente na Luta. Refere a importância do trabalho da Frente Diplomática e o lobby que foi criado para a atribuição do Prémio Nobel a Ramos-Horta, e D. Ximenes Belo. Ajudas das ONG’s. Sustenta que a ajuda de Portugal foi essencial para a causa de Timor-Leste. Foi trabalhar para o CIIR (Instituto Católico das Relações Internacionais) em Londres. Através deste serviço consegue visitar Timor em 1998. Esteve como observadora no processo eleitoral de 1999, por isso não pode votar.
  • data: 2002
  • local: Timor Leste
  • duração: 1:47:00
  • fundo: DRT - Documentos Resistência Timorense/Tuba Rai Metin/USAID
  • Pasta: 08023.144


Título: Entrevista a Taur Matan Ruak no programa radiofónico Tuba Rai Metin

  • Legenda: Sustenta que a guerra entre os timorenses ajudou a invasão. A sua família era da APODETI. Aderiu à FRETILIN no contra-golpe; entrou por curiosidade, depois ficou por convicção. Defende que a guerra se deve ao facto de não terem sido capazes de resolver os problemas através do diálogo. Referindo-se às FALINTIL, defende que depois dos sacrifícios por que passaram, ao longo dos 24 anos de luta, é preciso homenageá-las. Defende que o sofrimento tornou os guerrilheiros mais sábios mas também mais humildes. Processo de mudança: Ologari e Mauk Moruk. Sustenta que após a despartidarização das FALINTIL, todo o cidadão pode participar na guerra. Alega que não se pode dizer que após a morte de Konis Santana, em 1998, ele passa a ocupar o seu lugar, pois Konis era um político, enquanto ele é militar. Sublinha a necessidade de se narrar correctamente a história, que deve ser verdadeira, para ser prestigiada. Não se devem esconder os pontos fracos.
  • data: 2002
  • local: Timor Leste
  • duração: 1:22:00
  • fundo: DRT - Documentos Resistência Timorense/Tuba Rai Metin/USAID
  • Pasta: 08023.079


Título: Entrevista a Ular no programa radiofónico Tuba Rai Metin

  • Legenda: Durante o contra-golpe foi capturado, quando fugia para a fronteira. Adere ao Movimento das Forças Armadas porque viu que a companhia de Bobonaro se mantém neutra. Foi colocado em Atus, Bobonaro, para organizar a resistência contra os indonésios. Já durante a invasão, retira-se da fronteira com a população para Lour, razão pela qual deixou a companhia de Bobonaro e regressa a Vikeke. Encontra-se com a família. Foi eleito Comandante de Zona depois da reestruturação em 1976, em Soibada. À data, refere, a acção militar das FALINTIL estava descoordenada. Refere a criação da Brigada de Choque, depois da reunião de Laline, e o aniquilamento do inimigo. Sustenta que as FALINTIL fracassaram por falta de planeamento. Conferência de Uerou, onde Vicente Reis Sahe e Mau Lear dão a orientação de rendição às populações. Morte de Sahe; a Adjunta Wewe, mulher de Sahe, escreve aos guerrilheiros dando sempre coragem. Encontra-se com Juvenal Inácio, transmitindo informação e esperança a Serakey. Rendição a Abril de 1979, com 76 armas e populações. Fome na Base de Apoio. Explica passou a integrar os Ratih (elementos da população timorense treinados e armados pelos militares indonésios) e refere a criação das MIPLIN (Milícia Popular de Libertação Nacional). O comandante Falur organiza os Hansip (Segurança Civil; timorenses Armados e treinados por Jakarta) Reflexão sobre o objectivo do levantamento de Krarás e evolução das FALINTIL. Reunião de ‘Bé Liurai’, em 1984, tendo em vista a unidade Nacional. Relação com as mulheres no mato. Comentário sobre a captura de Xanana Gusmão, e a morte de Alex David. Em 1998 movimentou-se para a Região 4.
  • data: 2002
  • local: Timor Leste
  • duração: 3:58:00
  • fundo: DRT - Documentos Resistência Timorense/Tuba Rai Metin/USAID
  • Pasta: 08023.075


Título: Entrevista a Xavier Amaral no programa radiofónico Tuba Rai Metin - Parte I

  • Legenda: Com Ramos-Horta e Mari Alkatiri fundam ASDT, posteriormente transformada em FRETILN. Refere a presença na independência de Moçambique. Explica a Coligação FRETILIN/UDT. Participou na formação do governo da República Democrática de Timor-Leste, tendo sido nomeado o Presidente da República. Refere que foi o pânico durante a invasão. Participa na organização das forças e Bases de Apoio. Sofrimento no mato. Frustração, início da campanha para a rendiçao. O Comité Central da FRETILIN deteve-o, bem como à sua escolta e família. Fala da sua relação com Nicolau Lobato e Alarico Fernandes. Não participou nas reuniões, como a de Soibada, porque o inimigo o impediu. Fala do seu julgamento pelo Comité Central; Situação na prisão, fome. Como foi levado pelo Sahe. O carácter de Sahe. Evacuação, emboscada, os indonésios capturaram-no, perto de Lakluta Levado para Díli, ali recebeu as visitas, entre outros, de D. Martinho da Costa Lopes e Lopes da Cruz. Esteve em Bali quatro anos, como tratador de cavalos (do Jeneral Kalbuadi, chefe supremo das operações em Timor). Foi professor dos militares em Timor; ensinando português. Adquiriu certa liberdade. Encontro com Alarico Fernandes em 1996. Ele estava doente. Participou nos encontros (intratimorenses) na Áustria (2º) e Londres (1º). Fala da sua relação com Francisco Lopes da Cruz. Acompanhou a situação que se vivia em Timor-Leste através de notícias. Sustenta que a captura de Xanana foi um choque. Após o Referendo regressa a Timor-Leste. Explica porque não integrou o CNRT.
  • data: 2002
  • local: Timor Leste
  • duração: 1:33:48
  • fundo: DRT - Documentos Resistência Timorense/Tuba Rai Metin/USAID
  • Pasta: 08023.150


Título: Entrevista a Xavier Amaral no programa radiofónico Tuba Rai Metin - Parte II

  • Legenda: Com Ramos-Horta e Mari Alkatiri fundam ASDT, posteriormente transformada em FRETILN. Refere a presença na independência de Moçambique. Explica a Coligação FRETILIN/UDT. Participou na formação do governo da República Democrática de Timor-Leste, tendo sido nomeado o Presidente da República. Refere que foi o pânico durante a invasão. Participa na organização das forças e Bases de Apoio. Sofrimento no mato. Frustração, início da campanha para a rendiçao. O Comité Central da FRETILIN deteve-o, bem como à sua escolta e família. Fala da sua relação com Nicolau Lobato e Alarico Fernandes. Não participou nas reuniões, como a de Soibada, porque o inimigo o impediu. Fala do seu julgamento pelo Comité Central; Situação na prisão, fome. Como foi levado pelo Sahe. O carácter de Sahe. Evacuação, emboscada, os indonésios capturaram-no, perto de Lakluta Levado para Díli, ali recebeu as visitas, entre outros, de D. Martinho da Costa Lopes e Lopes da Cruz. Esteve em Bali quatro anos, como tratador de cavalos (do Jeneral Kalbuadi, chefe supremo das operações em Timor). Foi professor dos militares em Timor; ensinando português. Adquiriu certa liberdade. Encontro com Alarico Fernandes em 1996. Ele estava doente. Participou nos encontros (intratimorenses) na Áustria (2º) e Londres (1º). Fala da sua relação com Francisco Lopes da Cruz. Acompanhou a situação que se vivia em Timor-Leste através de notícias. Sustenta que a captura de Xanana foi um choque. Após o Referendo regressa a Timor-Leste. Explica porque não integrou o CNRT.
  • data: 2002
  • local: Timor Leste
  • duração: 3:21:05
  • fundo: DRT - Documentos Resistência Timorense/Tuba Rai Metin/USAID
  • Pasta: 08023.119






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