Arquivo & Museu da Resistência Timorense


Cerimónia de 30 de Agosto de 2011

imagens das comemorações

No dia 30 de Agosto, em Dili, no âmbito do 11º aniversário do Referendo realizado sob a égide das Nações Unidas, em que a maioria dos timorenses escolheu a independência de Timor-Leste, o Arquivo & Museu da Resistência Timorense assinalou esta data com uma cerimónia pública de apresentação do projecto de requalificação do edifício. A inauguração ao público encontra-se prevista para 17 de Maio de 2012, no âmbito das celebrações do 10º aniversário da restauração da independência.

Esta cerimónia contou com a participação de inúmeras individualidades, membros do governo, corpo diplomático, sociedade civil em geral, destacando-se a presença de ex-membros da Frente Clandestina e de ex-guerrilheiros.

Durante a sessão pública, o Director do AMRT, Antoninho Baptista Alves, deu as boas vindas aos convidados, seguindo-se a apresentação da Carta de Princípios do AMRT pelo Secretário de Estado da Cultura, Virgílio Smith (em tétum), e o Director do Arquivo & Biblioteca da Fundação Mário Soares, Alfredo Caldeira (em português). Seguidamente a Arta. Tania Correia, autora do projecto de arquitectura, explicou os seus principais aspectos, convidando os presentes a visitar as obras.

A visita dos convidados permitiu conhecer as obras de ampliação da Exposição Permanente, a futura Sala Multimédia, o Auditório, a Sala de Leitura dedicada ao acesso público à documentação tratada e digiltalizada, os Depósitos de documentos e de objectos e, finalmente, a nova ala dedicada a exposições Temporárias, dispondo de uma Livraria e de uma Cafetaria.

Seguidamente, intervieram o Chefe do Estado-Maior General das F-FDTL, Major-General Taur Matan Ruak e o Vice-Primeiro-Ministro dos Assuntos Sociais, José Luís Guterres.

No uso da palavra, Matan Ruak e José Luís Guterres sublinharam a importância do Arquivo & Museu da Resistência Timorense enquanto pólo cultural e histórico, de preservação e promoção da memória histórica nacional, de par com as actividades de natureza cultural, educacional e cívica, garantindo o devido apoio das autoridades timorenses nas diferentes fases do projecto.

Por iniciativa das F-FDTL, Fundação das FALINTIL e, em especial, do Chefe-de-Estado-Maior das F-FDTL, nesta ocasião, e pela primeira vez, foi prestada homenagem pública aos donos dos abrigos de Ermera que serviram de esconderijo para ex-dirigentes do Comando da Luta, designadamente o de Mirtuto. Ruak prestou ainda tributo a Bianty, Responsável da Caixa Postal de Dili, pela sua ímpar e longa dedicação à Luta, aliás como muitas outras e outros companheiros.

O papel da Frente Clandestina na Resistência do Povo de Timor-Leste contra o ocupante foi também assinalado com a exposição de duas viaturas, uma camioneta e uma mikrolete, adquiridas durante a ocupação para os trabalhos da Luta, designadamente o transporte do Comando que se encontrava na zona de Ermera.

Para além do Coro de Santa Cecília, que apresentou um reportório de canções de resistência e cantos tradicionais, destaque-se a participação do Grupo de Danças dos Alunos da Universidade de Timor-Leste.

Uma das prioridades do novo AMRT, um espaço privilegiado de memória, cidadania e Paz, é precisamente a prestação de serviços à comunidade, organizando visitas guiadas e levando veteranos da Luta de Libertação Nacional a partilhar as suas memórias com os jovens.



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